quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Gideões Missionários da Última Hora. Projeto Cuba: Viagem Missionária 2007

Enquanto fazíamos uma conexão no Panamá conheci e conversei com um senhor cubano que logo em seguida se declarou comunista. E quando lhe comentei que iria a Cuba ele abriu um largo sorriso e me disse que eu conheceria um país de igualdade social, “um verdadeiro paraíso”. Quis questioná-lo, mas não me atrevi, pois com certeza eu não teria resposta, já que nunca havia ido a Cuba, embora tivesse lido muito a respeito e ouvido muitos comentários.
Enquanto fazíamos uma conexão no Panamá conheci e conversei com um senhor cubano que logo em seguida se declarou comunista.
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E quando lhe comentei que iria a Cuba ele abriu um largo sorriso e me disse que eu conheceria um país de igualdade social, “um verdadeiro paraíso”.
Quis questioná-lo, mas não me atrevi, pois com certeza eu não teria resposta, já que nunca havia ido a Cuba, embora tivesse lido muito a respeito e ouvido muitos comentários.
Mas quando cheguei ao aeroporto de Havana não vi um paraíso, porque o cheiro de mofo e uma estrutura antiga, suja e abandonada era o que se via.
Para passarmos na imigração foi quase que uma tortura psicológica por tantas perguntas e nenhum sorriso. Cheguei a pensar que não seríamos aceitos, estávamos rodeados de policiais nos analisando e fazendo a mesma pergunta: “O que fazem aqui?”.
Obviamente estávamos com os nervos à flor da pele, até porque estávamos com muitos equipamentos cinematográficos na bagagem.
Conseguimos, enfim, passar pelos policiais com seus cachorros que nos cheiravam todo tempo.
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Ainda havia a esperança de ver aquele “paraíso” que aquele senhor comunista me havia falado. Confesso que foi uma grande decepção quando chegamos ao estacionamento do aeroporto: parecia que estávamos voltando para o ano de 1959, quando o país foi abandonado pelos americanos. Quase não se via carros, e os poucos que estavam ali eram extremamente velhos, onde a minoria do povo tinha o privilégio de ter um por haver herdado de algum parente que morreu.

Posso dizer agora, depois da minha primeira impressão: “Cuba é um país injusto e proibido”.
Graças a Deus e pelos contatos do Pr. Silas de Souza, que foi meu companheiro e amigo nessa viagem, conseguimos um carrinho bem velho para nos transportar de Havana até a província de Santo Espírito, a mais de 400 km de distância.
Quando chegamos não pudemos de forma nenhuma ir à casa de nenhum de nossos missionários, pois eles são proibidos de receber visitas de estrangeiros. Fomos, então, a uma casa do governo, tipo de uma pensão que tinha dois quartos para alugar.
Acredite se quiser: se algum cubano receber visitas em sua casa ele vai preso e ainda corre o risco de perder a casa em que mora.
Chegamos exaustos pela longa viagem, e também pelo fato de termos que andar muito devagar, porque o motorista morre de medo de quebrar seu carro, pois se isso acontecer não existe peças para reposição, e mesmo que tivesse não teria dinheiro para comprar outra.
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Diariamente nos deslocávamos à cidade de Jatibonico (lê-se Ratibonico), onde está localizada a nossa igreja sede, ou seja, a casa onde são realizados os cultos, pois em Cuba também não se pode construir igrejas: todas as propriedades são do governo.

Mas quero confessar uma coisa: quando participei do primeiro culto não me lembro de ter me emocionado tanto em minha vida como me emocionei naquela pequena casa onde os verdadeiros apaixonados por Deus oravam e pregavam, mesmo que em silêncio.
Em todos os lugares a gente aprende algo diferente, e ali eu aprendi a ser mais grato a Deus por tudo o que tenho e por tudo que ainda posso ter.
Preste atenção em uma realidade escondida: descobri que o salário do cubano, desde o lixeiro até o médico, é igual! Não passa de dez dólares americanos, ou dez dólares cubanos, única moeda que vale no país. E isso é quando eles conseguem um emprego. E se conseguem não existe condução para levá-los ao trabalho, eles dependem de caronas, levantam-se de madrugada e ficam horas à espera de uma. Sujeitam-se a subir em caminhões caindo aos pedaços, juntando-se a dezenas de outros que vivem a mesma situação. São transportados como animais. Viajam embaixo de sol e chuva até uma distância de mil quilômetros. Esse é o paraíso do socialismo, essa é a igualdade social.
Mas isso ainda não é nada. Se um cubano quer comer um pão no seu café da manhã tem que sacrificar meio dia de seu trabalho para isso. O governo libera leite para uma criança até completar seis anos de idade, depois disso é proibido tomar leite.
Com os dez dólares cubanos que ele recebe mensalmente tem que pegar uma livreta que cada cubano possui e ir a uma mercearia do governo para comprar. Eles têm direito de comprar quatro ovos, dois quilos de açúcar, cinco quilos de arroz e um pouco de feijão preto.
Pronto! Acabou seu pagamento! Um detalhe: ele não pode comprar em outro lugar, só ali, porque se ele não comparecer todo mês a essa mercearia corre o risco de ser preso.
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Há algo que o cubano gosta muito de comer: a sopa cubana. Vou te explicar o porquê ela é diferente: é feita com um litro de água e um caldo para tempero, tipo Kinnor. Só isso. Essa é a sopa cubana. O país da igualdade, o poder do socialismo.

Enquanto estamos andando nas ruas sempre há alguém nos seguindo, nos intimidando.
Não dá para filmar e nem fotografar. Você consegue fazer isso apenas na capital e nos lugares permitidos para turista. E praticamente impossível fazer uma entrevista com o cubano. Na realidade eles nem se atrevem, na verdade nem conversam alto nas ruas, são praticamente surdos e mudos.
Ser cristão em Cuba se resume a caminhar quilômetros a pé nas noites para chegar a alguma casa-culto, em algum lugar escondido.
Ser cubano é passar em uma loja onde apenas os turistas entram, ver um par de sapatos e sentir apenas muita vontade de tê-los. Durante o dia o marido usa o tênis ou o sapato para trabalhar, e durante a noite a mulher usa o mesmo para ir à igreja.
Eu ouvi da boca de um cubano: “quando nós conseguirmos ter dois pares de sapato nos consideraremos ricos”.
Fica-se até sem jeito pregar prosperidade, pois se passa a não ter palavras para dizer que a Bíblia afirma que podemos ser prósperos, já que isso não acontece em Cuba.
Você já se imaginou pregando para homens e mulheres que não sonham, que não tem projetos.
é dolorido demais, eu até que tentei, mas quando vi nos olhos deles um vazio eu me desmanchei em lágrimas, me senti como eles, “miserável”, mas ao mesmo tempo poderoso, forte, porque sei que posso ajudá-los através de meu trabalho, escrevendo sobre isso, e mostrando nos DVDs que produzimos isso tudo que estou te escrevendo.
Jovens cubanos nos implorando para que os levemos para nossas casas, mas são proibidos de saírem do país, são prisioneiros da ilha de Fidel Castro.
E se tentarem fugir correm o risco de ser comidos pelos tubarões, de serem capturados e condenados à prisão ou até a morte, além de seus familiares perderem o pouco que tem.
Em manhã de domingo fui com o Pr. Silas de Souza a uma pequena feira ao ar livre e fiquei aterrorizado quando vi um velho caminhão carregado de pintinhos e uma multidão atrás. Fui proibido de filmar ou fotografar. Desesperados, aos empurrões, eles brigavam para poder comprar um daqueles pintinhos. Cada franguinho daqueles não pesava mais de 400 gramas e custavam dois dias de trabalho.
Os cubanos são proibidos de comer carne de gado, eles não têm esse direto, os poucos animais do país é para servir os turistas, para impressioná-los.
O governo cubano libera que cada um deles crie um pequeno porco em sua casa, que é criado dentro de casa como se fosse um cachorro, para que, quando crescer, possa essa família ter gordura e carne para comer. Desde que chegamos já participei de dois cultos, não posso negar que foram extremamente edificantes.
Assim que anoiteceu fomos a mais um culto no interior, e quando me refiro à interior é o interior de um grande canavial, em uma casa. Conseguimos chegar lá porque alugamos no mercado negro um Chevrolet 1951, sendo que esse tipo de carro são os que poucos conseguem adquirir e, quem tem, não vende por nada do mundo. O mais interessante é que eles praticamente não podem andar com o veículo, porque o combustível é extremamente caro.
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Como a estrada era muito acidentada em parte íamos de carro e a maioria a pé, como o leitor verá no DVD.

No meio do canavial encontramos uma pequena e velha casa de madeira cheia de crentes que nos esperavam cantando seus louvores caribenhos, e alegres pregamos, cantamos e nos alegramos em ver adorando a Deus de verdade tantas pessoas ainda que sem ter nada, vestindo roupas velhas e rasgadas.
Nossa maior preocupação era em não demorar muito para não chamar a atenção dos poucos vizinhos, ali ninguém confia em ninguém, o inimigo vive dentro de sua casa.
Nosso regresso foi o mesmo sofrimento, mas com mudança de vida, e novas experiências.
Na manhã seguinte saímos bem sedo para conhecer a capital de Santo Espírito, essa bem pior que Havana. Uma cidade arcaica, velha, abandonada e suja, cheia de desempregados famintos nas ruas e vestidos com trapos.
Alugamos uma bicicleta que leva duas pessoas, uma espécie de moto táxi, mas pedalada por um pobre coitado. Ali na cidade consegui tirar algumas fotos, mas quando tentei filmar tivemos que abandonar a bicicleta e sair correndo pelas ruas, pois fomos perseguidos por dois homens. Tivemos que nos separar, Pr. Silas e um dos missionários correram por um lado e eu e outro missionário por outro lado, em outra bicicleta que conseguimos alugar.
Algum tempo depois nos encontramos em uma praça longe dali, com o “coração na mão”. Meu maior temor era que os missionários fossem pegos, pois se isso acontecesse eles correriam sérios riscos de serem presos e sofrerem retaliações por nossa culpa.
Voltamos até a casa onde estávamos hospedados e não saímos até a noite, estávamos fazendo de tudo para não chamar a atenção, mesmo sabendo que a polícia sabia que estávamos ali.
à noite o velho Chevrolet 1951 estacionou em frente à pensão com um de nossos missionários para nos levar a mais um culto. As casas-culto são basicamente iguais, mas dessa vez seria em um barraco de palha, e mais uma vez me surpreendi com a quantidade de pessoas que estava ali: havia mais ou menos umas duzentas pessoas no meio daquela mata, embaixo e nas laterais do barracão. Eu e Pr. Silas expusemos uma palavra aos seus corações, mas na realidade quem saía edificado éramos nós.
Na manhã seguinte peguei a minha filmadora pequena e coloquei dentro de um saco plástico, alugamos uma bicicleta-táxi e tentamos mais uma vez filmar alguma coisa, e dessa vez obtivemos sucesso. Pelo menos as ruas da velha cidade e as pessoas conseguimos filmar e fotografar.
E você vai ver com seus próprios olhos o país proibido. A maior parte do tempo tínhamos que ficar trancados na pensão, mas o pouco de tempo que pudemos sair nas ruas foi o suficiente para mostrar a verdadeira cara de Cuba. Mais uma vez saímos à noite para visitar uma família de nossos missionários. Jantamos ali arroz e banana verde frita. Quando terminamos de comer conversamos muito e eu fazia todo tipo de pergunta, mas nem todas eles respondiam.
Naquele momento Pr. Silas tira de sua pasta um tablete de chocolate que comprou no Panamá e deu à irmã, esposa do missionário. Ela cortou aquele pequeno tablete de chocolate em cinco pedaços e chamou seus três filhos e mais duas crianças que estavam ali brincando no quarto.
Quando ela os entregou eu ouvi uma frase que me fez derramar lágrimas. As cinco crianças juntas falaram bem alto: “Que rico!!”, que quer dizer “que delícia”. Um pequeno pedaço de chocolate transformou a noite daquelas cinco crianças.
Emocionei-me mais ainda quando vi que uma daquelas crianças, uma pequena menina, de no máximo nove anos, dividiu seu pequeno pedaço de chocolate com sua mãe. Não há coração que resista uma cena dessas.
Não sei se tocado por Deus ou pela emoção, tirei de meu bolso uma nota de dez dólares cubanos e dei para aquela mãe, menos de dezoito reais, o valor do salário mensal do cubano. Ela se recusou a aceitar, disse que não sabia o que fazer com tanto dinheiro, e que era a primeira vez em sua vida que pegava tanto dinheiro nas mãos. Creia se quiser, mas ela começou a chorar e falar em línguas, e todos nós, mesmo em silêncio, adoramos a Deus totalmente tocados pelo seu Santo Espírito.
Como a maior parte do dinheiro entregamos ao missionário responsável da obra em Cuba, faltava ainda os Gideões Missionários fazer o depósito de mais uma parte para concluir todo o pagamento dos missionários e para a realização do Natal Missionário. Tivemos que viajar para outra cidade vizinha e deixar o missionário tentar sacar o restante do dinheiro, pois isso tem que ser feito em partes e um pouco em cada banco para que não haja uma investigação sobre o porquê dessa quantia em dinheiro em nome de um cubano.
Na manhã seguinte, com todo o dinheiro disponível, partimos mais uma vez para Jatibonico para a realização da reunião com todos os missionários, que são 140 famílias.
às dez horas a casa-culto estava lotada, cada missionário presente com sua família, e tive o privilégio de ministrar um estudo bíblico para eles, e nada melhor que falar sobre a fé.
A maior preocupação do Pr. Arnel e do Pr. Silas era que estivesse algum agente do governo infiltrado na reunião, pois seria entregue uma soma grande de dinheiro aos missionários e seus familiares, mas até nisso Deus ajudou, mandando uma forte chuva para espantar as dezenas de curiosos que rodeavam o pátio da casa.
Uma reunião grande como aquela poderia trazer graves consequências a cada missionário presente.
Louvamos a Deus, pois aconteceu exatamente aquilo que havíamos previsto: foram entregues seus pagamentos e o natal missionário a cada família, e o momento da entrega foi quase que inexplicável, pois a alegria era inevitável quando abriam seus envelopes (lembrando que o salário de cada trabalhador cubano é de dez dólares, e isso significa menos de 20 reais ao mês).
A ajuda missionária que os Gideões Missionários mandam a cada missionário é de cinquenta dólares. Pr. Silas sempre comentou a dificuldade de entrar com esse dinheiro, mas lembra que fomos vitoriosos em poder entrar e efetuar o pagamento a cada um deles mais uma vez.
Obviamente os missionários cubanos são gratos a todos os brasileiros pela ajuda, pela credibilidade, e como prova de sua felicidade cada dia em Cuba vivem o desafio de conquistar um cubano para Cristo.
Realizamos um grande almoço, jamais visto por aquele povo, antes de viajarmos para o Haiti, que seria nossa última parada antes de voltarmos ao Brasil. Todos comeram com seus familiares e tudo isso só foi possível porque o(a) amado(a) irmão(ã), acreditou na visão missionária do Pr. Cesino Bernardino, presidente dos Gideões. Pois tudo nasceu quando morria o câncer do corpo do servo de Deus. Na morte de um câncer nasce um novo projeto.

terça-feira, 2 de maio de 2017

"Prosperidade financeira nem sempre é sinal das bênçãos de Deus", diz Billy Graham

Essa postagem foi copiada do Blog Pointrhema.com.br


O evangelista Billy Graham alertou que a prosperidade financeira acaba se tornando insignificante diante da bênção que é a eternidade com Cristo.


"Por que Deus abençoa pessoas egoístas e maldosas?". O questionamento foi recentemente enviado por um leitor ao evangelista Billy Graham (por meio do site oficial da Associação Evangelística do pastor) e respondido pelo líder cristão.

"Algumas das pessoas mais mesquinhas e egoístas que eu conheço tiveram muito sucesso e ganharam muito dinheiro. Como você explica isso? Por que Deus abençoa as pessoas assim, e ainda assim Ele parece ignorar as pessoas boas?", questionou o leitor.

Buscando responder a essa pergunta, Billy Graham escreveu que o questionamento já foi feito anteriormente, em outros contextos e realmente trata de uma questão complexa para a humanidade compreender.

"Você não é a primeira pessoa a fazer esta pergunta, nem será a última - porque às vezes parece que Deus 'abençoa pessoas que não merecem'. Há séculos, o profeta Habacuque clamou a Deus, questionando: 'Por que o Senhor tolera o mal? ... Por que está calado enquanto os ímpios engolem os mais justos do que eles?' (Habacuque 1: 3, 13)", citou.

"A Bíblia realmente não responde a todas as nossas perguntas sobre os caminhos de Deus; Somente na eternidade nós os entenderemos tudo. Mas a Palavra de Deus nos faz lembrar de três verdades importantes, das quais facilmente esquecemos", acrescentou.

Enumerando as verdades bíblicas sobre este assunto que não, o evangelista sugeriu um outro ponto de vista sobre a questão.

"Primeiro, ela nos lembra que a prosperidade financeira não é necessariamente um sinal das bênçãos de Deus. Na verdade, algumas das pessoas mais infelizes que conheci ao longo dos anos eram muito ricas e ainda assim suas vidas estavam vazias", explicou.

"Em segundo lugar, a Bíblia nos lembra que as maiores bênçãos da vida vêm pelo conhecer a Cristo e andar com Ele todos os dias. Uma pessoa pode ser pobre no que diz respeito aos bens deste mundo, mas muito rica se conhecer Cristo. Jesus disse: 'Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados' (Mateus 5: 6)", lembrou.

O pastor finalizou seus conselhos, explicando que as riquezas terrenas podem parecer importantes aos olhos humanos, mas são efêmeras e acabam perdendo seu valor diante da grandeza da vida eterna.

"Finalmente, a Bíblia nos lembra que algum dia todos estaremos diante de Deus. Nesse dia, não será avaliado o tamanho de nossa conta bancária ou a importância de nossos empregos. Só nos será feita uma pergunta: Você colocou sua fé e confiança somente em Cristo para a sua salvação? Não seja invejoso com relação aos bens materiais dos, mas certifique-se de seu compromisso com Cristo", alertou.

Fonte: Guiame

terça-feira, 22 de março de 2016

Gilberto Malafaia - do Ministério de Madureira ao IBP


Com a devida permissão do Blogueiro e Historiador Mario Sérgio de Santana, estou compartilhando com os leitores desse singelo blog a postagem de sua autoria publicada no Blog Memórias das Assembleias de Deus, sobre o veterano pastor Gilberto Gonçalves Malafaia cujo link do blog é http:Memórias das Assembleiasde Deus

Recomendo a leitura de seu Blog (Memórias das Assembleias de Deus), não desmerecendo os demais Blogs, mas esse Blog cujo caráter é demostrar a Historia das Assembleias de Deus e seus personagens, em minha simples opinião como leitor, é o mais conceituado e imparcial.

Meus agradecimentos a este nobre historiador, por sua liberalidade, que Deus em Cristo Jesus lhe abençoe com todas as bênçãos celestiais. 

No dia 12 de janeiro de 2016, passou para a eternidade, aos 95 anos de idade, o veterano pastor Gilberto Gonçalves Malafaia. As novas gerações de crentes talvez o conheçam somente por ele ser pai do pastor Silas Malafaia da AD Vitória em Cristo (RJ). Entretanto, Gilberto Malafaia foi um dos mais destacados líderes das Assembleias de Deus no Brasil.

Nascido em Castro Alves na Bahia, ainda com 14 anos de idades mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Em 1939, converteu-se na AD em Madureira, na zona norte carioca. Logo após sua conversão cerca de 12 pessoas da família Malafaia aderiu a fé pentecostal. Dois de seus irmãos (Carlos e Moisés) tornaram-se pastores conhecidos no Ministério.

Ainda nesse período, Gilberto ingressou na Marinha (foi para a reserva como oficial em 1960). Constituiu família com a professora Albertina Lima Malafaia. Da união nasceram cinco filhos: Samuel, Sérgio, Suzana, Silas e Siléia.



Pastor Gilberto: um dos pioneiros no ensino teológico nas ADs

Seu longo percurso ministerial começou na AD em Madureira. No dia 04 de maio de 1958, foi ordenado presbítero por Paulo Leivas Macalão em festividade promovida no templo central do Ministério. Dois meses antes, Malafaia tomou uma atitude ousada para a época: matriculou-se no Seminário Teológico Betel. Isso num tempo em que o ensino teológico era alvo de acirrados debates nas ADs e proibido para os membros.

Chegou a dirigir uma congregação de Madureira no Rio, mas logo voltou para auxiliar na sede. Por razões não reveladas (talvez por causa dos usos e costumes na rigorosa Madureira daqueles tempos), Gilberto se desentendeu com a cúpula da igreja. Tinha um temperamento forte e independente demais para ficar calado diante de circunstâncias com as quais não concordava. Silas Malafaia comentou: "quando meu pai viu coisa errada lá, na reunião de presbitério, abriu a boca e falou! Era para ficar quietinho para ser promovido, para ser consagrado, e estava enfrentando autoridade...".

Seria Paulo Macalão a "autoridade" enfrentada? É provável que sim. Como consequência disso a saída de Madureira foi inevitável. Refugiou-se com a família na AD da Penha, na época liderada pelo pastor José Santos. No novo ministério foi ordenado pastor em 1966 e as famílias Malafaia e Santos se uniram através do casamento de dois filhos de Gilberto (Samuel e Silas) com duas filhas de José (Elizabeth e Elizete).

Provocou controvérsias em 1962, ao fundar juntamente com o missionário estadunidense Lawrence Olson o Instituto Bíblico Pentecostal (IBP). Era algo avançado demais para a mentalidade da época, pois "era pecado estudar" na "fábrica de pastores". Líderes assembleianos não consentiam que os membros estudassem na "Escolinha do Lourenço e do Gilberto".

Mesmo com todas as dificuldades iniciais o IBP avançou e formou muitos obreiros. Vários jovens e crentes maduros na fé entravam no instituto, mesmo sob represálias com o firme propósito de aprender teologia. No IBP, pastor Malafaia fez de tudo um pouco por 30 anos. Foi professor, reitor, diretor administrativo, e com ele a família toda trabalhava ajudando.

Porém outros desafios ainda o aguardavam. Na década de 1970, pastor Gilberto iniciaria um novo trabalho da AD no Rio, e na CGADB enfrentaria o Ministério onde iniciou sua trajetória como obreiro. Na CPAD também teria seus embates. Assuntos para a próxima postagem.

Fontes:

ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007

COSTA, Jefferson Magno. Pastor Gilberto Malafaia - Homem de fé, visão e coragem. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2014.
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