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terça-feira, 22 de março de 2016

Gilberto Malafaia - do Ministério de Madureira ao IBP


Com a devida permissão do Blogueiro e Historiador Mario Sérgio de Santana, estou compartilhando com os leitores desse singelo blog a postagem de sua autoria publicada no Blog Memórias das Assembleias de Deus, sobre o veterano pastor Gilberto Gonçalves Malafaia cujo link do blog é http:Memórias das Assembleiasde Deus

Recomendo a leitura de seu Blog (Memórias das Assembleias de Deus), não desmerecendo os demais Blogs, mas esse Blog cujo caráter é demostrar a Historia das Assembleias de Deus e seus personagens, em minha simples opinião como leitor, é o mais conceituado e imparcial.

Meus agradecimentos a este nobre historiador, por sua liberalidade, que Deus em Cristo Jesus lhe abençoe com todas as bênçãos celestiais. 

No dia 12 de janeiro de 2016, passou para a eternidade, aos 95 anos de idade, o veterano pastor Gilberto Gonçalves Malafaia. As novas gerações de crentes talvez o conheçam somente por ele ser pai do pastor Silas Malafaia da AD Vitória em Cristo (RJ). Entretanto, Gilberto Malafaia foi um dos mais destacados líderes das Assembleias de Deus no Brasil.

Nascido em Castro Alves na Bahia, ainda com 14 anos de idades mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro. Em 1939, converteu-se na AD em Madureira, na zona norte carioca. Logo após sua conversão cerca de 12 pessoas da família Malafaia aderiu a fé pentecostal. Dois de seus irmãos (Carlos e Moisés) tornaram-se pastores conhecidos no Ministério.

Ainda nesse período, Gilberto ingressou na Marinha (foi para a reserva como oficial em 1960). Constituiu família com a professora Albertina Lima Malafaia. Da união nasceram cinco filhos: Samuel, Sérgio, Suzana, Silas e Siléia.



Pastor Gilberto: um dos pioneiros no ensino teológico nas ADs

Seu longo percurso ministerial começou na AD em Madureira. No dia 04 de maio de 1958, foi ordenado presbítero por Paulo Leivas Macalão em festividade promovida no templo central do Ministério. Dois meses antes, Malafaia tomou uma atitude ousada para a época: matriculou-se no Seminário Teológico Betel. Isso num tempo em que o ensino teológico era alvo de acirrados debates nas ADs e proibido para os membros.

Chegou a dirigir uma congregação de Madureira no Rio, mas logo voltou para auxiliar na sede. Por razões não reveladas (talvez por causa dos usos e costumes na rigorosa Madureira daqueles tempos), Gilberto se desentendeu com a cúpula da igreja. Tinha um temperamento forte e independente demais para ficar calado diante de circunstâncias com as quais não concordava. Silas Malafaia comentou: "quando meu pai viu coisa errada lá, na reunião de presbitério, abriu a boca e falou! Era para ficar quietinho para ser promovido, para ser consagrado, e estava enfrentando autoridade...".

Seria Paulo Macalão a "autoridade" enfrentada? É provável que sim. Como consequência disso a saída de Madureira foi inevitável. Refugiou-se com a família na AD da Penha, na época liderada pelo pastor José Santos. No novo ministério foi ordenado pastor em 1966 e as famílias Malafaia e Santos se uniram através do casamento de dois filhos de Gilberto (Samuel e Silas) com duas filhas de José (Elizabeth e Elizete).

Provocou controvérsias em 1962, ao fundar juntamente com o missionário estadunidense Lawrence Olson o Instituto Bíblico Pentecostal (IBP). Era algo avançado demais para a mentalidade da época, pois "era pecado estudar" na "fábrica de pastores". Líderes assembleianos não consentiam que os membros estudassem na "Escolinha do Lourenço e do Gilberto".

Mesmo com todas as dificuldades iniciais o IBP avançou e formou muitos obreiros. Vários jovens e crentes maduros na fé entravam no instituto, mesmo sob represálias com o firme propósito de aprender teologia. No IBP, pastor Malafaia fez de tudo um pouco por 30 anos. Foi professor, reitor, diretor administrativo, e com ele a família toda trabalhava ajudando.

Porém outros desafios ainda o aguardavam. Na década de 1970, pastor Gilberto iniciaria um novo trabalho da AD no Rio, e na CGADB enfrentaria o Ministério onde iniciou sua trajetória como obreiro. Na CPAD também teria seus embates. Assuntos para a próxima postagem.

Fontes:

ARAÚJO, Isael. Dicionário do Movimento Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2007

COSTA, Jefferson Magno. Pastor Gilberto Malafaia - Homem de fé, visão e coragem. Rio de Janeiro: Editora Central Gospel, 2014.

domingo, 6 de setembro de 2015

AD em Madureira e seu conservadorismo

Essa postagem é do Blog Memórias das Assembleias de Deus

*Por André Silva


Quando o assunto é usos e costumes, uma igreja é lembrada por seu passado de extremo rigor no assunto: a Assembleia de Deus do Ministério de Madureira. Conhecida por ser uma igreja de oração, sinais e prodígios e de crescimento vertiginoso, Madureira também era famosa pela exclusão de membros, e a cobrança exacerbada dos usos e costumes tidos por muito tempo como doutrina primaz.

Há diversas informações de fatos que marcaram o período de extremismo, onde o conceito do pastor Paulo Leivas Macalão a respeito de usos e costumes era lei. Conservador, Macalão colocou de forma oficial as regras para manter inalterados os costumes nas Assembleias de Deus.

O Ministério de Madureira se manteve conservador na área de usos e costumes, tendo por longo tempo regras rígidas para os membros. As mulheres eram proibidas de usar cabelos soltos e de cortá-los. Saias curtas, decotes, pinturas, roupas justas, maquiagem e jóias também eram condenadas. os membros não podiam usar adereços, no máximo a aliança de noivado ou casamento. Aos homens era proibido o uso de barba ou cabelos longos, bem como o uso de bermudas e de lazeres como ir à praia, cinema, futebol e teatro.

AD Madureira: Extremismo em usos e costumes
A televisão era terminantemente proibida. O pastor Paulo Leivas Macalão declarou certa vez:
Desde as minhas visitas a outros países, tenho notado que os melhores programas são os imorais, esses aparelhos têm trazido uma contribuição negativa para a vida da igreja, tanto no aspecto espiritual com também no aspecto físico de cada crente, eu não possuo nem desejo possuir televisão em minha casa, todo cuidado devemos ter para que os crentes permaneçam afastados desse meio de comunicação.
A Igreja em Madureira, além dos usos e costumes tradicionais assembleianos, também designou o uso de meias grossa e manga longa para as mulheres. Aos homens era determinado o uso do chapéu e terno. Era proibido bater palmas nos cultos e ao adentrar no culto de membros (alusão ao antigo culto de doutrina), o mesmo deveria apresentar o cartão de membro, o qual era extremamente valorizado, e só participavam da Santa Ceia os crentes em comunhão.
Macalão em entrevista ao Mensageiro da Paz (novembro de 1979), o declarou: "o mundo, portanto evolui para o pecado. A igreja deve evoluir para a santidade". Assim, o rigor das proibições eram vistos como uma busca pela “santidade” pessoal perante a sociedade, dentro dos padrões exigidos pelas Assembleias de Deus.

Tal rigor levou os principais ministérios da AD do Rio de Janeiro na década de 1960, a passar por atritos entre sua lideranças. O Ministério de Madureira e de São Cristóvão rivalizavam devido a questão dos usos e costumes. Madureira afirmava que era a igreja original brasileira, enquanto tachava de liberal a Assembleia de Deus em São Cristóvão - denominada respectivamente de “Igreja da Missão” – assim as igrejas fundadas e lideradas pelos suecos.

A Assembleia de Deus de Madureira passou a não aceitar os membros de São Cristóvão e considerava aquelas igrejas como “desviadas”. Macalão pregava em Madureira aos brados que os crentes da Assembleia de Deus da “Missão” não estavam em santidade como deveriam, porque lá eles não andavam como “os verdadeiros crentes das Assembleias de Deus”. “Eles estão andando como mundanos” enfatizava ele.

Já o pastor Túlio Barros Ferreira (líder de São Cristóvão) sempre defendia a sua posição: “Eu diria que a Assembleia de Deus em São Cristóvão é a igreja original. Ela deu realmente origem a todas as igrejas das Assembleias de Deus do Rio de Janeiro”.

Para amenizar os conflitos foram realizados nos dias 31 de janeiro e 14 de fevereiro de 1971 dois cultos de confraternização, respectivamente, na Assembleia de Deus de Madureira e na Assembleia de Deus em São Cristóvão.

Em Madureira, no início do culto, o pastor Paulo Macalão passou a direção do trabalho ao pastor Túlio Barros Ferreira, que pregou a mensagem oficial da noite, falando dos esforços ininterruptos que o inimigo de nossas almas, Satanás, tem empregado para tentar dividir as Assembleias de Deus no Brasil; mostrou que o Leão da Tribo de Judá, nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, interferira em favor do seu povo, fazendo brotar nos corações o espírito conciliatório, e envergonhando o inimigo. 

O pastor Túlio Barros salientou que não existe mais a Assembléia de Deus do Ministério de Madureira e a Assembleia de Deus do Ministério de São Cristóvão, e sim uma só igreja. Nesta atmosfera saturada pelo Espírito Santo, o culto foi encerrado.

Semelhantemente, o Espírito de Deus pairava entre as centenas de irmãos que se reuniram na Assembleia de Deus em São Cristóvão, no culto de retribuição à visita feita a Madureira. Nesse culto ficou patente que a única finalidade das Assembleias de Deus no Brasil é arrancar as almas das garras de Satanás, para fazerem parte de um Reino que tem sua sede no Céu, onde não há divisões.

Em 1971, na Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil, realizado em Niterói (RJ) - Na sessão convencional da manhã, do dia 20/01, os convencionais apreciaram as pazes dos pastores Túlio Barros e Paulo Macalão, que antes com o desentendimento não se saudavam nem com a “ Paz do Senhor”.

Nota do editor do blog: nessa questão da saudação qualquer semelhança com alguma região do Brasil é mera coincidência...

ANDRÉ SILVA foi ministro do Evangelho pela CONAMAD. Historiador e pesquisador da História do Ministério de Madureira. Autor do livro História da Assembleia de Deus em Bangu. Colaborador com o material histórico da Bíblia do Centenário das Assembleias de Deus e livro histórico do Cinquentenário da CONEMAD-RJ, ambos lançados pela Editora Betel.

Texto copiado e colado do Blog Memorias das Assembleias de Deus

sábado, 23 de abril de 2011

Biografia do Pastor Paulo Leivas Macalão (1903-1982)

Pastor Paulo Leivas Macalão
Paulo Leivas Macalão converteu-se ao evangelho aos 18 anos ao caminhar pela rua São Luiz Gonzaga, São Cristóvão, Rio de Janeiro, lendo um folheto bíblico que a providência divina, fez colar à sua perna atingida pelo vento. O Pai, General João Maria Macalão, decepcionado com a opção religiosa do filho mandou-o para a casa dos tios que residiam em Campo Grande - Rio de Janeiro. Nada, porém, conseguiu dissuadi-lo da fé em Jesus Cristo, que transformara integralmente sua vida. Em 1923, conheceu Heráclito Menejes, de Belém do Pará, soube das notícias do grande avivamento cristão que ocorrera lá desde 1910 com a chegada dos Missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg. Paulo Macalão escreveu então para o Missionário Gunnar Vingren, pedindo-lhe que enviasse à capital do país um mensageiro das boas novas do movimento pentecostal denominado a partir de 1914 - Assembléia de Deus.
Pastor Paulo Leivas Macalão
Atendendo a seu pedido, Vingren transfere-se com sua família para o Rio de Janeiro e registra a Assembléia de Deus em território fluminense em abril de 1924, tendo sempre como colaborador o jovem Paulo Leivas Macalão Em 1926 iniciou-se o trabalho de Paulo Leivas Macalão nos subúrbios da Central em Realengo, Bangu e Madureira, crescendo vertiginosamente. Em 17 de agosto de 1930, na igreja Assembléia de Deus do Rio de Janeiro, Vingren e Lewi Petrus, famoso pastor, pregador e jornalistas suecos, responsáveis pela maior igreja pentecostal da Europa naqueles dias em Estocolmo, consagram ao pastorado o jovem Macalão, cuja chamada Deus já havia confirmado, dando-lhe plena liberdade para criar seu ministério e evangelizar seus país. De Bangu, onde construiu o primeiro templo próprio das Assembléias de Deus do sudeste do Brasil em 12 de janeiro de 1933, tendo a alegria de ter entre os presentes seu velho pai o General João Maria Macalão, estendeu o trabalho de evangelização por todo o Estado do Rio e outros estados do país.  Mas tarde, 1929, o trabalho foi transferido para Madureira, bairro em que se estabeleceu a sede da igreja, onde o crescimento acentuou-se vigorosamente e de lá, espalhou-se para outros estados, como Minas Gerais, Paraná, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Espírito Santo e, também, Brasília, quando do início da nova Capital Federal.
Por muitos anos, o pastor Macalão foi conselheiro da Sociedade Bíblica do Brasil, e Conselheiro Vitalício da CPAD. Foi presidente do Instituto Bíblico Ebenézer; da Convenção Nacional dos Obreiros de Madureira, e do Conselho Fiscal da Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil.
Ainda por longo tempo, foi membro do Comitê Internacional que planeja as Conferências Mundiais Pentecostais, em Dallas, Texas, representando o Brasil, quando teve ocasião de fazer vibrante pregação.
Visitou igrejas na Inglaterra e na Suécia, inclusive a Igreja Filadélfia em Estocolmo. Em Springfield, Missouri, quando da sua visita oficial à Sede Central das Assembléias de Deus na América do Norte, foi ali diplomado. Recebeu também o título de cidadão do antigo Estado da Guanabara.
Pastor Paulo Leivas Macalão e seu inseparável violino, com o qual compôs 252 hinos da Harpa Cristã.
Foi sendo conhecido nacionalmente e  internacionalmente por seu espírito evangelístico, missionário e empreendedor. No Estado do Rio de Janeiro, Macalão foi pioneiro na abertura de igrejas na região sul, norte, dos lagos e na cidade do Rio de Janeiro, naquela época, Estado da Guanabara. Da rua Ribeiro de Andrade 65, em Bangu onde ainda existe o patrimônio histórico das Assembléias de Deus, o trabalho estendeu-se em todas as direções; chegando até mesmo em outros Estados. Em 17 de janeiro de 1934 casou com a missionária Zélia Brito Macalão, que sempre colaborou efusivamente no ministério de seu esposo, dando assim, um grande reforço ao seu ministério, pois esta abnegada mulher, sempre o apoiou participando ativamente de todo o processo. O Pastor Paulo e a irmã Zélia sempre foram um exemplo de vida consagrados a Deus, sempre juntos cuidando um do outro, sem olhar para as dificuldades faziam o ide do Senhor.  O casal teve um único filho – Paulo Brito Macalão. Atualmente seu neto, André Lúcio dos Santos Macalão é Pastor Presidente do Campo de Caldas Novas, Goiás.
Missionária Zélia Brito Macalão
O Pastor Paulo Leivas Macalão, patriarca das Assembléias de Deus no Brasil e fundador do Ministério Madureira é sempre lembrado com muito respeito e carinho, não só pelos seus 52 anos de pastorado ministrando os ensinamentos da palavra de Deus, mas principalmente pelos hinos de sua autoria, cerca de 252 hinos, do maior hinário pentecostal do país - a HARPA CRISTÃ, utilizada pelos milhões de crentes no Brasil, patrimônio histórico das Assembléias de Deus - Ministério Madureira.
Corrigiu e ampliou a Harpa Cristã em sua última edição.
Passou a estar com o Senhor no dia 26 de agosto de 1982, aos 79 anos de idade.
Não é possível avaliar o trabalho desenvolvido pela AD em Madureira, que cresce a cada momento em todo o Brasil, mas uma estatística aproximada apontaria cerca de 2500 pastores, 5000 evangelistas, 8000 presbíteros, 11000 diáconos, mais de 3500 igrejas, mais de 3000 congregações, com um total de aproximadamente 3.500.000 membros.

Texto escrito retirado do site www.cadesc.com.br

Historia da Assembléia de Deus de Madureira- RJ


Pr. Paulo Leivas Macalão e Missª Zélia Brito Macalão, duas vidas consagradas ao evangelho de Cristo.
O Início
A fundação da Igreja Evangélica Assembléia de Deus de Madureira foi fruto de um trabalho de fé e amor realizado por um jovem gaúcho, natural da cidade de Santana do Livramento, Estado do Rio Grande do Sul, que morava na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal da República de sua época. Este jovem, filho de General do Exército Brasileiro aceitou o evangelho nos idos de 1923, seu nome:( Paulo Leivas Macalão ).
Logo que aceitou o Senhor Jesus Cristo, começou a congregar na casa do irmão Eduardo de Souza Brito, pai da jovem Zélia Brito, sua futura esposa, que ficava na rua Senador Alencar, 17, Rio de Janeiro, onde havia um ponto de pregação da Palavra de Deus.
Depois de vários meses reunindo-se na casa do irmão Eduardo, o jovem Paulo Leivas Macalão alugou um pequeno salão situado na rua José Machado, 76. Foi ai então que começou a história de Madureira.

Crescimentos e mudanças
Com o crescimento do trabalho, meses depois foi necessário alugar um salão maior, quando então mudaram-se para a rua Borborema, 77, e foi então que se fundou oficialmente a Assembléia de Deus de Madureira, no dia 15 de novembro de 1929. O grupo não parou de crescer, e então fez-se necessário a mudança para um salão maior no número 13 da mesma rua Borborema.
Com a expansão da obra a Igreja mudou-se então para a rua João Vicente, 7 quando então torna-se personalidade jurídica em 21 de outubro de 1941. A igreja ficou alí até o dia 1º de maio de 1953, quando é então inaugurado o majestoso e atual templo sede do Ministério de Madureira, localizado na rua Carolina Machado, 174, Madureira, Rio de Janeiro.
A origem da Assembléia de Deus - Ministério de Madureira, se confunde com a própria origem das Assembléias de Deus no Brasil, haja vista, a participação fundamental de Paulo Leivas Macalão, na fixação do trabalho na capital do país, quando através das informações trazidas por Heráclito Menezes, que transferido do Pará para o Rio de Janeiro, foi congregar na "Igreja do Orfanato", na rua São Luiz Gonzaga, em São Cristóvão, RJ, que funcionava na casa da família Brito, relatou para aquela pequena congregação, onde Paulo Leivas Macalão era recém convertido, do grande avivamento pentecostal que inflamava a cidade de Belém no Pará, ensejando através do mesmo, uma carta solicitando ao missionário Gunnar Vingren o estabelecimento da Assembléia de Deus no então Distrito Federal em 1924, sendo o próprio Paulo Leivas Macalão, o segundo membro batizado por Vingren e o primeiro secretário da recém fundada Igreja. (História das Assembléias de Deus no Brasil - CPAD - pg 60-61).

Por orientação do missionário Gunnar Vingren, Paulo Leivas Macalão inicia a evangelização dos subúrbios da Central do Brasil logo no inicio de sua fé, começando por Realengo, Bangu, Santa Cruz, etc, sendo que em Madureira, no salão da rua João Vicente,7, o trabalho veio a estabelecer-se como sede dado ao seu vertiginoso crescimento, tendo sido fundado em 15 de novembro de 1929. (História das Assembléias de Deus no Brasil - CPAD - pg 220-221).

Em 1930, aproveitando a presença do grande líder pentecostal da Suécia, missionário Lewi Petrus, e sentindo convicção da chamada de Deus ao jovem Paulo Leivas Macalão, o missionário Gunnar Vingren o separa para o pastorado em 17 de agosto, dando maior impulso a seu trabalho evangelístico, tendo o mesmo a alegria e privilégio de inaugurar em Bangu a 1 de janeiro de 1933 o primeiro Templo próprio das Assembléias de Deus no Distrito Federal, Sudeste e Sul do país, incrementando a evangelização em vários Municípios do Estado do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e posteriormente no Distrito Federal, onde a hegemonia e predominância do Ministério de Madureira, é fato notório e espantoso, tendo dentro desta sua visão missionária, enviado os primeiros pregadores pentecostais para o Sul Fluminense, começando o trabalho das Assembléias de Deus nesta região do Estado em Resende, Piraí , Barra do Piraí, estendendo-se posteriormente a Barra Mansa e Volta Redonda, onde o crescimento foi tão extraordinário que a Igreja neste Município tornou-se a sede regional do Ministério de Madureira no Sul Fluminense.

FONTE:http://www.adcaldasnovas.com.br

A CONSTRUÇÃO DA SEDE NACIONAL DAS ASSEMBLÉIAS DE DEUS MINISTÉRIO DE MADUREIRA 1953-2009- 56 ANOS


Templo Sede em Madureira-RJ, inaugurado em 1953 pelo Pr. Paulo L. Macalão.

Dentro deste contexto de fé e dinamismo, um novo projeto nasce no coração de Paulo Leivas Macalão: construir em Madureira, um grande templo para a glória de Deus, para sediar o trabalho que se espalhava por todo o país; sendo a primeiro de maio de 1953 concretizado este alvo, com a inauguração do belíssimo templo da Assembléia de Deus em Madureira, primeira Catedral das Assembléias de Deus na América Latina, ímpar em sua beleza de estilo gótico e linhas suaves que em tudo exalta o glorioso Nome de Jesus. Com igrejas espalhadas em todo território nacional, mantendo um vinculo fraterno e peculiar de unidade entre as mesmas, o pastor Paulo Macalão funda em 1958 a Convenção Nacional de Madureira, para assegurar a unidade do trabalho, haja vista a fragmentação que ocorria em outros ministérios, tornando com este ato o ministério de Madureira ainda mais unido e coeso, organizando convenções regionais nos estados e regiões do país. O livro História das Assembléias de Deus no Brasil - CPAD - pg 224 dá uma idéia do que já representava o ministério de Madureira na época de sua edição em 1979.
Com a fundação da Convenção Nacional de Madureira, o patriarca, cercado de seus mais fiéis colaboradores, cria o instrumento que asseguraria a estabilidade da Igreja, que antes sofria com os reveses causados por homens "amantes de si mesmos", que se rebelavam e dividiam a Igreja, criando o famoso Estatuto Padrão, para todas as Igrejas Filiadas a Madureira, garantindo a comunhão perpétua fraternal, espiritual, doutrinária e patrimonial, fazendo do Ministério de Madureira o maior Ministério Evangélico Pentecostal coeso do planeta.

Nos principais acontecimentos das Assembléias de Deus no Brasil, o Ministério Madureira sempre esteve na vanguarda, dado ao grande prestígio e consideração a Paulo Leivas Macalão, como expoente da fé pentecostal no Brasil, sendo por isto mesmo escolhido para presidir o comitê nacional da Oitava Conferência Mundial Pentecostal, mobilizando milhares de crentes que superlotaram o maior estádio esportivo do mundo em seu encerramento, o Maracanã - RJ; passando a fazer parte permanente do comitê da aludida Conferência, sendo seu exemplo seguido pelas lideranças por ele formadas mantendo a tradição de comparecer as Conferências Mundiais com grandes representações da Assembléia de Deus - Ministério de Madureira.

Mesmo entre os crentes e obreiros de outros ministérios e até outras denominações o nome de Paulo Leivas Macalão, patriarca das Assembléias de Deus no Brasil e fundador do Ministério de Madureira é sempre lembrado com respeito e carinho, não só pelos ensinos ministrados no decorrer dos 52 anos de pastorado mas principalmente pelos hinos de sua autoria, cerca de 50%, do maior hinário pentecostal do país - Harpa Cristã - utilizada pelos milhões de crentes no Brasil, patrimônio histórico das Assembléias de Deus - Ministério de Madureira.
 FONTE: http://www.adcaldasnovas.com.br

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