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segunda-feira, 16 de maio de 2011

MAÇONARIA - A Ordem das filhas de Jó


MAÇONARIA - A Ordem das filhas de Jó
O que é e o que ensina
Por Pr. Natanael Rinaldi
A Bíblia recomenda aos pais que ensinem seus filhos nas coisas de Deus, dizendo "Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele." (PV 22:6). Tornando mais claro o assunto sobre o que ensinar, lemos mais: "Ouve, pois, ó Israel, e atenta em os guardares, para que bem te suceda, e muito te multipliques, como te disse o SENHOR Deus de teus pais, na terra que mana leite e mel."

Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR. Amarás, pois, o SENHOR teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças. E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te." (DT 6:3-7).

Pois bem: se você tivesse uma filha num colégio e ela fosse convidada para participar de uma mesada de pizza e no convite tivesse uma indicação de que se tratava da arrecadação de fundos para uma entidade com o nome de ORDEM DAS FILHAS DE JÓ você iria investigar qual a finalidade dessa instituição ou simplesmente daria à filha o dinheiro para pagar o valor do ingresso? Isso não é uma hipótese. É fato. Fato ocorrido com pessoa relativamente nova na fé evangélica mas que está sendo advertida sobre certos movimentos de caráter religioso que se apresentam como se fossem entidades voltadas ao aspecto estritamente secular. Você,prezado leitor, já ouviu falar da ORDEM DAS FILHAS DE JÓ?

LIGAÇÃO MAÇÔNICA

Naturalmente pode causar surpresa saber-se que a ORDEM DAS FILHAS DE JÓ seja uma entidade para jovens do sexo feminino ligada à Maçonaria. Da forma como a Maçonaria tem uma entidade voltada para o sexo masculino para introdução futura na Maçonaria conhecida como ORDEM DEMOLEY, assim também criou essa entidade para as moças, cujas famílias tem ligações maçônicas.



HISTÓRIA E FINALIDADE

A Ordem foi fundada em 1920 pela Sra. Ethel T. Wead Mick, em Omaha no Estado de Nebraska, EEUU, tendo como principal propósito

1. o de reunir meninas com parentesco maçônico para a construção do seu caráter através do desenvolvimento espiritual e moral, destacando os ensinamentos voltados à reverência a Deus e às Escrituras Sagradas;

2. lealdade à Bandeira ao país em que se encontrem;

3. respeito e amor para com os pais e guardiões.

A fundadora, compreendendo a importância dos ensinamentos recebidos de sua mãe, de religião cristã, desde sua infância, especialmente as belas lições encontradas no Livro de Jó, decidiu dedicar parte do seu tempo e do seu talento, ao propósito de tornar possível, a todas as moças, compartilharem desses raros privilégios que ela possuía.

Após diversos anos de estudos e considerações minuciosas, com a assistência de seu marido, Dr. William H. Mick e outros eficientes e dedicados colaboradores, ela fundou a Ordem Internacional das Filhas de Jó em homenagem à memória de sua mãe Elizabeth D. Wead.

Os arquivos oficiais revelam que muitas reuniões preliminares foram realizadas por mestres maçons e membros da Ordem Estrela do Oriente, nos anos de 1918 a 1920.

Os trabalhos ritualísticos da Ordem são baseados no triângulo, nas três filhas de Jó, na Bíblia, na educação e na representação emblemática das eras latinas e gregas.

A Ordem Internacional das Filhas de Jó foi organizada com o consentimento de J. B. Fradenburg, Grão Mestre da Grande Loja Maçônica de Nebrasca, Estados Unidos da América e da Ordem Internacional "Estrela do Oriente" por sua dirigente Sra. Anna J. Davis e seu grande patrono Irmão James E. Bednar, para trabalhar obedecendo aos seguintes Landmarks:

1. Ser conhecida como Ordem das Filhas de Jó;

2. Ser uma sociedade composta por moças em evolução que acreditem em Deus e possuam parentesco maçônico;

3. O local de reuniões chamar-se Bethel (Lugar Sagrado);

4. Os ensinamentos serem baseados no Livro de Jó (com referência especial ao Cap.42.15);

5. Ser ensinado em três Épocas (não graus);

6. Ter como lema: "A Virtude é uma qualidade que enobrece uma mulher";

7. Seus símbolos: a Bíblia Sagrada, a Cornucópia da Fartura e o Lírio do Vale;

8. Todos os membros, guardiões e visitantes devem prestar juramento baseado na honra;

9. Ser uma organização democrática, com direito de apelar à autoridade suprema, com todos os membros e guardiões sujeitos às leis da Ordem;

10. Ter um Supremo Conselho Protetor com constituição e leis em conformidade com os Landmarks da Ordem, governando Conselhos Protetores, Protetores Subordinados e membros do Bethel.”



CONFRONTO COM A BIBLIA

Qualquer leitor menos informado sobre os ensinos maçônicos das obrigações impostas às jovens da Ordem em tela, notará que, em confronto com a Bíblia, não há o que criticar dos itens expostos como responsabilidades das integrantes da Ordem. Mas, para os que estão a par dos ensinos e práticas maçônicos, podemos afirmar que não há compatibilidade entre ensinos da Maçonaria os ensinos bíblicos. Exemplos:

Como justificativa número 1 para a finalidade ou propósito da criação da Ordem estão indicados: “construção do seu caráter através do desenvolvimento espiritual e moral, destacando os ensinamentos voltados à reverência a Deus e às Escrituras Sagradas”.

Ora, a construção e desenvolvimento do caráter voltados para a reverência a Deus e à Bíblia, porventura não são assuntos tratados nas igrejas evangélicas nas escolas dominicais? Seriam insuficientes tais ensinos a ponto de se precisar uma entidade maçônica que viesse complementar o ensino recebido nas igrejas? Ou seriam deuses diferentes como ensina a Maçonria?

Por outro lado, para a organização da Ordem das Filhas de Jó, precisou-se da aprovação de pessoa eminente dentro da maçonaria. É dito que, “ A Ordem Internacional das Filhas de Jó foi organizada com o consentimento de J. B. Fradenburg, Grão Mestre da Grande Loja Maçônica de Nebrasca, Estados Unidos da América.

Logo, se vê, que a Ordem vai ser governada dentro dos moldes e ensinos maçônicos. Com isso, destacamos dois pontos fora dos princípios bíblicos:

a) O deus da Maçonaria é chamado de GADU (O Grande Arquiteto do Universo), Só que o GADU não é um deus identificável. O Dicionário da Maçonaria, p. 52, de Joaquim Gervásio Figueiredo declara no verbete GADU: “Nome pelo qual na maçonaria se designa Allah, Logos, Osiris, Brahma, dos diferentes povos, já que ali se considera o Universo como uma Loja ou Oficina em sua máxima perfeição”.

Ora, a Bíblia é contrária ao politeísmo de modo incisivo:

"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que eu sou o mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá." (IS 43:10)

"As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois abominação é ao SENHOR teu Deus.

Não porás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás, e de todo a abominarás, porque anátema é." (DT 7:25-26)

b) Os líderes maçônicos têm três ensinos com relação à Bíblia:

1) a Bíblia é apenas um símbolo;

2) Um maçom não é obrigado a acreditar nos ensinamentos da Bíblia;

3) Algum outro livro pode substituir a Bíblia.

No Dicionário da Maçonaria, p. 122 no verbete DECORAÇÃO DA LOJA se lê: “O Volume da Ciência Sagrada, o Esquadro e o Compasso, juntamente com a Carta Constitutiva, formam a decoração da Loja. Nas Lojas maçônicas cristas o V.c.s. é formado pelos Antigo e Novo testamentos, e nas Lojas judaicas, só pelo Antigo Testamento; nas maometanas, pelo Corão; nas budistas, pelo Tripitaca; nas indostânicas, pelos Vedas. Varia segundo a Escritura Sagrada de cada povo. Os candidatos juram sobre a Escritura Sagrada de sua religião, porque dali é que emana a luz de acordo com o qual ele tem de vier e conduzir-se”.

Essas opiniões concernentes à Bíblia estão em conflito direto com o que a Bíblia ensina sobre si mesma. Nós cremos ser a Bíblia a Palavra de Deus, única regra infalível para a vida e o caráter cristão (2 Tm 3.16,17; 2 Pe 1.20,21). Jesus falou que céu e terra passarão, mas não suas palavras (Mt 24.35), afirmando mais que a Palavra de Deus era a verdade (Jo 17.17) O uso da Bíblia pela maçonaria leva o cristão, que crê Bíblia, a jurar fidelidade à maçonaria e não a obedecer a Bíblia.

CONCLUSÃO

O que fez o irmão a que nos referimos no início? Mandou uma carta à escola que promovia o festival de pizzas, protestando contra a forma de envolvimento de moças estranhas à Maçonaria sendo furtivamente convidadas para um encontro de moças com caráter religioso beneficente.

Uma lição deve ser aprendida. Jesus falou que os filhos das trevas são mais sábios que os filhos da luz. A Maçonaria para obter um envolvimento maior de filhos de maçons criou duas entidades para jovens: A ORDEM DEMOLAY, para jovens do sexo masculino. Logo que atingem 21 anos, idade mínima para ser maçom, já podem ingressar como membros da Maçonaria. Para as moças, a presente ORDEM DAS FILHAS DE JÓ. E nós, como estamos aproveitando a nossa juventude? Qual o envolvimento que eles tem nas igrejas? Estão sendo orientados nas doutrinas fundamentais da Bíblia? Paulo se reportava ao jovem pastor Timóteo, dizendo: "E que desde a tua meninice sabes as sagradas Escrituras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus." (2TM 3:15)

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2TM 2:15)

E, sobretudo, a Bíblia é muito clara quando estabelece separação entre luz e trevas e Cristo e Belial. Diz ela:

“Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; ....” (2 Co 6:14-17).
Fonte: [Pr. Natanael Rinaldi IEPAZ]

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

MOSTRAM AS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ GENUÍNO ZELO CRISTÃO?

Já ouvi diversas vezes pessoas elogiando as Testemunhas de Jeová pelo zelo que demonstram ao ir levar sua mensagem de porta em porta. Até mesmo líderes religiosos manifestam sua admiração por este trabalho realizado por elas e expressam que gostariam de ver o mesmo zelo imbuindo a todos os membros de suas igrejas e motivando-os a participar ativamente da obra de evangelização.
Mas será que é somente o zelo que motiva as Testemunhas de Jeová a irem de casa em casa? Como ex-Testemunha de Jeová e tendo em vista que servi naquela organização religiosa por muitos anos como “ancião” (uma espécie de pastor), creio que tenho condições de responder de maneira abalizada esta questão.
Talvez, poucos saibam que as Testemunhas de Jeová prezam muito as estatísticas. Tudo que é feito é computado. Quantos assistem suas reuniões, quantos participam ativamente na pregação de casa em casa, quantas revistas são deixadas com as pessoas, quantas Bíblias são distribuídas mensalmente e assim por diante. Elas computam também quantas horas são dedicadas à obra de pregação de sua mensagem. Como isto é feito?
Para conseguirem estes dados, cada Testemunha de Jeová, que participa da pregação de casa em casa, é chamada de “publicador(a)”. Cada publicador deve entregar mensalmente um relatório à congregação das Testemunhas a que ele pertence, discriminando quantas publicações deixou com as pessoas na localidade, quantos estudos bíblicos ele ministrou e naturalmente, quantas horas dedicou à pregação. Este relatório é somado aos outros para compor o relatório geral da congregação, que por sua vez, irá somar-se ao relatório do país e este ao relatório mundial. Este relatório mensal também serve como chave para que os “anciãos” de cada congregação saibam quais os “publicadores” encontram-se mais ativos e quais os que andam titubeando.
O publicador para ser considerado exemplar, deve dedicar pelo menos dez horas mensais à obra de pregação. Menos que isso e ele não será considerado elegível para privilégios na organização, como servir como “ancião” ou em outro cargo. Se ele deixar de relatar em algum mês do ano, será considerado irregular e se deixar de relatar por meses a fio, será considerado inativo e em ambos os casos os “anciãos” procurarão incentivá-la à participar mais assiduamente na pregação. Frequentemente nas suas diversas reuniões os “publicadores” são cobrados com relação à maior engajamento na obra.
Muitos das Testemunhas até se alistam como “pioneiros”, uma espécie de evangelizadores por tempo integral, os quais tem como requisito, uma cota de horas mensais que devem dedicar à pregação de casa em casa. Com que resultado?
Nos anos em que servi como Testemunha de Jeová, observei que muitos participavam da pregação de casa em casa não motivados pelo amor às pessoas a quem iriam visitar mas meramente para terem um número específico de horas para relatar no fim do mês e assim evitar a cobrança por parte dos “anciãos”. Não era incomum ouvir publicadores perguntarem um ao outro durante um período de pregação: “Já deu uma hora?”. Não viam o momento de completar pelo menor uma hora na pregação de porta em porta para poderem ir embora para seus afazeres.
Devo confessar que eu mesmo, embora fosse na maioria das vezes imbuído de zelo e amor pelas pessoas (eu acreditava que precisavam ouvir a mensagem que eu tinha para partilhar com elas), tinha ocasiões em que participava da pregação apenas para completar as horas para o relatório mensal ou então para dar o exemplo, como “ancião”.
Deste modo vemos que nem toda a participação das Testemunhas em sua obra de pregação de porta em porta é motivada apenas por zelo religioso, mas também há outros fatores que as impelem (Rm 10:2). Creio que não seja este o tipo desejável de sentimento que deva motivar os genuínos cristãos a partilharem a mensagem do Evangelho com outros. Por certo não é o tipo de atitude que desejamos cultivar em nossas igrejas. Não pregamos o Evangelho para elaborar relatórios ou planilhas, nem para nos destacar diante dos homens. Nós o fazemos por amor a Cristo Jesus e ao nosso próximo (Mt 22:37-39). Assim, dizemos como o apóstolo Paulo: “Faço tudo isso por causa do evangelho a fim de tomar parte nas suas bênçãos” – 1 Co 9:23.
Autor: Benjamim Tercio de Araujo. ©2010.
Textos bíblicos extraídos de “Nova Tradução na Linguagem de Hoje” da Sociedade Bíblica do Brasil, a menos que haja outra indicação.
* Reprodução do conteúdo acima permitida, desde que citada a fonte e mantidos os respectivos créditos.
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